Na temporada de 2026, a Fórmula 1 recebeu um grande conjunto de mudanças nos regulamentos de unidades de potência, chassis e esportivos. Foi introduzida uma configuração revisada da unidade de potência com um sistema elétrico sem o MGU-H e com uma maior potência do MGU-K. O Sistema de Redução de Arrasto (DRS, na sua sigla em inglês) introduzido para auxiliar ultrapassagens em 2011, foi removido em 2026, uma vez que os carros passam a contar com uma aerodinâmica ativa e asas móveis. Dois novos fabricantes de motores entram no esporte: a Ford retornou ao esporte pela primeira vez desde 2004, formou uma parceria com a Red Bull Powertrains para fornecer unidades de potência para as equipes Red Bull Racing e a Racing Bulls, enquanto a Audi, que adquiriu a Sauber em 2024, entrou na categoria como equipe de fábrica. A Cadillac se tornou a 11ª equipe da categoria. Entretanto, a Renault deixou de fabricar motores para a Fórmula 1, tornando-se a primeira vez que a fabricante não compete com nenhum tipo de motor licenciado pela Renault desde a temporada de 1988. Naquela ocasião, os franceses voltaram apenas em 1991, fornecendo motores para a Williams.
Andrea Kimi Antonelli (Mercedes) sagrou-se campeão mundial de pilotos após o Grande Prêmio da Cidade do México, sendo o piloto mais jovem da história a conquistar o título, com 20 anos e 73 dias, bem como o primeiro italiano a conquistar o título de pilotos após 73 anos, desde Alberto Ascari em 1953.
Pilotos e equipes
Os seguintes pilotos e equipes estão atualmente participando do Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2026:
Pilotos de teste e reservas
Durante a temporada, as equipes contarão com pilotos reservas prontos para substituir os titulares em caso de necessidade, bem como participar de testes dos carros durante a temporada.
Mudanças nas equipes
A Audi ingressou na categoria pela primeira vez, tendo adquirido completamente a equipe Sauber em março de 2024. A equipe suíça competiu as temporadas de 2024 e 2025 como "Kick Sauber" e usou motores Ferrari, antes de se tornar a equipe de fábrica da Audi em 2026 e ser renomeada para Audi F1 Team.
A Ford retornou à Fórmula 1 como fornecedora de motores pela primeira vez desde que forneceu para Jaguar, Jordan e Minardi, esta última como Cosworth (a empresa que fabricava os motores Ford), em 2004.Ela formou uma parceria com a Red Bull Powertrains, para fornecer a Red Bull Racing e sua segunda equipe, a Racing Bulls. A Honda, que se retirou parcialmente da Fórmula 1 em 2021, embora permanecesse no esporte como parceira da Red Bull Powertrains (fabricando os motores sob a bandeira "RBPT" em 2022 e "Honda RBPT" entre 2023 e 2025), deixou de fornecer motores para as duas equipes de propriedade da Red Bull, a Red Bull Racing e Racing Bulls, após sete e oito temporadas, respectivamente, e relançou seu programa de motores totalmente independente através de sua subsidiária Honda Racing Corporation, começando a fornecer para a equipe da Aramco Aston Martin, que encerrou seu acordo de cliente com a Mercedes após dezessete temporadas consecutivas. A Honda já havia fornecido motores para a equipe de Silverstone como Jordan, de 1998 à 2000 como Mugen Honda, e em 2001 e 2002 como Honda.
A Cadillac se tornou a décima primeira equipe da Fórmula 1, sendo a primeira aparição da marca estadunidense na categoria e a primeira nova equipe desde a Haas em 2016. A Cadillac já havia tentado, sem sucesso, entrar na Fórmula 1 em conjunto com a Andretti Global. A equipe Cadillac usa unidades de potência e caixas de câmbio fornecidos pela Ferrari. Além disso, a equipe anunciou a chegada dos pilotos Valtteri Bottas e Sergio Pérez como titulares, além do estadunidense Colton Herta, ex-piloto da Andretti na IndyCar, como piloto reserva.
A Renault deixou de fornecer motores para a Alpine a partir de 2026, após uma série de resultados ruins de seus motores desde a era dos regulamentos da unidade de potência híbrida iniciada em 2014, tornando-se a primeira temporada sem qualquer tipo de motor licenciado pela Renault e pela França desde o campeonato de 1988. Isso significa que a Alpine se tornou uma equipe cliente em vez de ser uma equipe de fábrica completa, como era o caso desde que a Renault readquiriu a equipe antes da temporada de 2016. A equipe correu anteriormente sob o nome Renault de 2016 à 2020, e anteriormente de 2002 à 2011, quando a Renault comprou a equipe que era então conhecida como Benetton em 2000. A Alpine se tornou uma equipe cliente da Mercedes, utilizando seus motores e caixas de câmbio a partir desta temporada.
Mudanças nos pilotos
Sergio Pérez e Valtteri Bottas assumiram vagas como pilotos titulares na Cadillac. Pérez havia assinado anteriormente um contrato de dois anos com a Red Bull Racing, válido até 2026, mas o vínculo foi encerrado em comum acordo ao final da temporada de 2024. Bottas competiu pela última vez pela Sauber em 2024 e atuava como um dos pilotos reserva da Mercedes para 2025. Isack Hadjar transferiu-se da Racing Bulls para a Red Bull Racing, substituindo Yuki Tsunoda, que passou a ser piloto de testes e reserva da Red Bull. O substituto de Hadjar foi Arvid Lindblad, promovido da Fórmula 2.
Mudanças no meio da temporada
Antes do Grande Prêmio dos Países Baixos, Isack Hadjar sofreu uma lesão no punho durante um treinamento de boxe. O piloto da Racing Bulls, Liam Lawson, substituiu o francês na Red Bull durante três corridas, enquanto o posto do neozelandês na Racing Bulls foi ocupado pelo piloto reserva Yuki Tsunoda. Isso também se aplica aos Grandes Prêmios da Itália (em Monza) e da Espanha (em Madri).
Calendário
Os seguintes vinte e três Grandes Prêmios estão sendo realizados como parte do calendário da temporada de 2026:
Mudanças no calendário
O Grande Prêmio da Espanha será transferido do Circuito de Barcelona-Catalunha, em Montmeló, para um novo circuito de rua localizado em Madri, construído em torno do IFEMA. O evento de Barcelona continuou no calendário, mas recebendo o nome de Grande Prêmio de Barcelona-Catalunha.
O Grande Prêmio dos Países Baixos apresentará o formato com corrida sprint pela primeira vez, após os organizadores anunciarem que 2026 seria a última vez que o Grande Prêmio seria realizado.
O Grande Prêmio da Emília-Romanha, em Ímola, foi descontinuado após o término do contrato em 2025. Porém, está de sobreaviso para sediar a corrida de encerramento da temporada caso o GP de Abu Dhabi seja cancelado por conta dos conflitos no Golfo Pérsico.
O Grande Prêmio do Azerbaijão será realizado em um sábado, após um pedido do promotor e das partes interessadas governamentais relevantes para a corrida ocorrer em seu Dia da Memória.
Cancelamentos e mudanças
O Grande Prêmio do Barém em Sakhir e o Grande Prêmio da Arábia Saudita em Gidá seriam realizados originalmente nos dias 12 e 19 de abril, respectivamente. Porém, foram cancelados devido ao conflito no Golfo Pérsico protagonizado por Estados Unidos e Israel contra o Irã, disputa essa que atingiu tanto o Barém quanto a Arábia Saudita.
Contudo, a FIA anunciou em 26 de julho de 2026 que o Grande Prêmio do Barém será realizado no Circuito Internacional de Sepang, na Malásia, entre os dias 2 e 4 de outubro. A iniciativa resulta de um acordo de cooperação internacional firmado entre a entidade, a Formula One Management e os governos do Barém e da Malásia. O arranjo permite a permanência do evento no calendário oficial da temporada de 2026 e viabiliza o retorno da categoria ao circuito malaio, preservando a etapa mediante esforço conjunto entre as nações parceiras.
Mudanças no regulamento
Regulamentos de unidades de potência, aerodinâmica, geometria e segurança serão todos alterados para a temporada 2026.
Regulamento financeiro
Para 2026, o limite de custo da Fórmula 1 para despesas operacionais da equipe aumentou de US$ 135 milhões para US$ 215 milhões. Isso se deveu principalmente aos ajustes de inflação e à inclusão de custos que anteriormente estavam isentos do limite. As principais despesas que ficaram fora do limite de custos incluem os salários dos pilotos, dos três membros da equipe mais bem pagos, marketing, custos de viagens e hospedagem, bem como investimentos em infraestrutura. Um limite de custo separado para fabricantes de unidades de potência, que foi introduzido em 2023, também foi aumentado de US$ 95 milhões para US$ 130 milhões a partir de 2026 para apoiar o desenvolvimento dos novos motores híbridos.
Regulamento técnico
Unidades de potência
Novos regulamentos das unidades de potência foram introduzidos para a temporada 2026. As novas unidades de potência ainda produzem 1000 cv apesar que a potência vem de fontes diferentes. As novas regulamentações de motores mantiveram a configuração do motor de combustão interna V6 turboalimentado de 1,6 litro, utilizada desde 2014. Entretanto, o MGU-H, que também foi introduzido em 2014, foi removido, enquanto o MGU-K aumentou de 160 cv para 470 cv. A potência da parte de combustão interna da unidade de potência diminuiu de 850 cv para 540 cv. As taxas de fluxo de combustível foram medidas e limitadas com base na energia, e não na massa do próprio combustível. As unidades de potência utilizam um combustível totalmente sustentável sendo desenvolvidos pela Fórmula 1. Espera-se que as unidades de geração de energia recuperem o dobro da energia elétrica em comparação com o período anterior.
Durante a reunião da Comissão no começo de 2025, ficou combinado em explorar opções de recuperação para o desenvolvimento de unidades de potência para fabricantes que possam ter ficado para trás em relação aos seus concorrentes na fase inicial de desenvolvimento. A Comissão também sugeriu que um comitê consultivo relevante analisasse se a potência das novas unidades de potência em configuração de corrida deveria ser reduzida dos 470 cv planejados, após algumas equipes manifestarem preocupação com a possibilidade de seus carros ficarem sem energia disponível durante a corrida.
Tamanho do carro e aerodinâmica
No dia 6 de junho de 2024, um conceito do carro de 2026 foi revelado. O conceito apresenta nova aerodinâmica ativa em ambas as asas dianteira e traseira. O conceito tem a remoção do DRS sendo substituído pelo novo modo ultrapassagem que inicialmente era referido como modo de controle manual. A distância entre os eixos foi reduzida de 360 cm para 340 cm, a largura foi reduzida de 200 cm para 190 cm e o peso mínimo foi reduzido para 30 kg. A largura dos pneus também foi reduzida para 2.5 cm na dianteira e 3.0 cm na traseira. O assoalho tem o efeito solo reduzido para facilitar os problemas dos carros de sofrerem com o porpoising.
Em outubro de 2024, a FIA anunciou que a redução do downforce dos carros de 2026 comparado a geração de 2022–2025 seria menor do que o inicialmente proposto por motivos de desempenho e segurança. Mais tarde, no mesmo mês, a FIA confirmou que a redução no downforce da geração dos carros de 2026 seria cerca de 15%, uma redução significativamente menor do que a prevista nos regulamentos originais, que, segundo a FIA, resultaram em uma redução de downforce de mais de 40% nos carros de 2026 em comparação com seus antecessores. Em termos de diferença de tempo de volta, fez com que os carros de 2026 sejam dois segundos mais lentos que a geração 2022–2025 em vez dos quatro segundos mais lentos inicialmente previstos na versão preliminar do regulamento técnico de 2026. O termo "modo boost" é utilizado para descrever o acionamento normal do sistema de recuperação de energia (ERS) para defesa ou ataque; "aerodinâmica ativa" para movimento nas asas dianteira e traseira – em ambas as configurações de arrasto/downforce mais alto e mais baixo; "recarga" para quando o carro estiver captando a energia elétrica; e o "modo ultrapassagem" para descrever o modo onde a energia extra guardada é usada na tentativa de ajudar um piloto a ultrapassar o outro mas só se o piloto de trás estiver dentro de um segundo do carro à frente (similar a regra do acionamento do DRS pré-2026).
Recursos de segurança
Regulamentos para a Estrutura de Impacto Frontal (FIS) serão atualizados com o intuito de aumentar a segurança em caso de acidentes. Um projeto FIS de dois estágios foi introduzido para solucionar problemas anteriores em que a estrutura se desprendia perto da célula de sobrevivência após uma colisão principal, deixando o veículo vulnerável a impactos subsequentes. A proteção contra intrusões laterais, especialmente ao redor do cockpit e do tanque de combustível, também foi aprimorada. Essas melhorias visam proteger áreas críticas do carro durante colisões laterais, mantendo o peso do veículo. A resistência da barra de proteção foi aprimorada, suportando cargas aumentadas de 16G para 20G, em conformidade com os padrões de segurança de outras categorias de monopostos. Os requisitos para os testes de carga serão aumentados de 141 kN para 167 kN.
Para garantir maior segurança aos pilotos e fiscais de pista, o uso de luzes de segurança laterais se tornou obrigatório. Essas luzes exibirão o status do Sistema de Recuperação de Energia (ERS) de um carro quando ele parar na pista, fornecendo indicadores visuais de potenciais riscos elétricos, especialmente em situações de emergência.
Regulamento esportivo
Numeração do piloto
As regras relativas ao sistema de numeração permanente dos pilotos, introduzido em 2014, foram modificadas. Os pilotos podem alterar seu número durante suas carreiras, mediante autorização da FIA e de qualquer piloto anterior que possa ter usado o número solicitado.
Pinturas dos carros
Para desencorajar as equipes de deixarem quantidades excessivas de fibra de carbono exposta em seus carros a fim de economizar peso, a FIA determinou que, no mínimo, 55% da área da superfície, quando vista de lado e de cima, deve ser coberta por pinturas ou adesivos com a pintura do veículo.
Coletes refrescantes e equipamentos especiais para proteção contra o calor
O uso de coletes de resfriamento pelos pilotos passou a ser obrigatório quando a FIA declarar risco de calor durante um fim de semana de corrida. Antes de 2026, o uso do colete de resfriamento era opcional. Além disso, o colete passou por uma reformulação.
Análises dos comissários
Para 2026, os comissários tem a opinião de iniciar uma análise baseado na nova evidência. Conforme a versão anterior, um competidor tinha que enviar um direito de pedido de revisão para qualquer decisão a ser analisada. A opção dos competidores enviarem um direito de revisão permanece igual. Além disso, foi introduzido um painel de comissários "fora de competição" para decisões urgentes que não podem esperar até o próximo evento.
Regulamentos para eventos específicos
Em 2026, o pedido de fazer uma estratégia de duas paradas no Grande Prêmio de Mônaco foi descartado. Foi implementado na corrida de 2025 numa tentativa de promover melhor a corrida, mas as equipes e os pilotos consideraram que não melhoraria a qualidade da corrida e as oportunidades de ultrapassagem.
Pré-temporada
A Fórmula 1 anunciou a introdução de três testes de pré-temporada (nos anos anteriores, apenas uma sessão foi realizada). Os circuitos de Barcelona-Catalunha, na Espanha, e o do Barém (duas vezes) vão receber essas atividades.
O primeiro teste do ano na Espanha foi privado, a Fórmula 1 introduz na próxima temporada mudanças no regulamento técnico e no de motores, e as equipes puderam fazer uma primeira verificação dos novos carros sem que o público conheça os resultados oficialmente. As duas atividades restantes vão ser realizadas no Circuito Internacional do Barém, em Sakhir.
(Em negrito, a volta mais rápida de cada semana)
Pneus
Desde 2011, a Pirelli tem sido a fornecedora oficial de pneus dos campeonatos de Fórmula 1. Como mudança nesta temporada, a Pirelli, a pedido da FIA, decidiu simplificar os nomes que indicam os pneus de pista seca, sendo eles "Macio" (cor vermelha), "Médio" (cor amarela) e "Duro" (cor branca). O tipo de composto utilizado era separado em nomenclaturas (do C1, o mais duro e com maior resistência, ao C5, o mais macio e com menor resistência), sendo separado para cada Grande Prêmio três dos cinco compostos disponíveis pela Pirelli.
Transmissão no Brasil
Após cinco temporadas na Band, a TV Globo voltou a ser a emissora oficial da categoria no Brasil com um contrato válido até 2028. Das 22 etapas, apenas 15 serão exibidas na TV aberta com transmissão simultânea no SporTV enquanto que as etapas da China, Miami, Canadá, Azerbaijão, Estados Unidos, Cidade do México e Catar serão transmitidas no canal de TV por assinatura incluindo os treinos sprint e classificatórios, corridas sprint e a categoria de acesso Fórmula 2. Um compacto dessas sete corridas serão exibidas em horários alternativos na Globo. Além disso, também estará disponível no streaming Globoplay. A equipe de transmissão tem a narração de Everaldo Marques e Bruno Fonseca, comentários de Luciano Burti, Rafael Lopes, Felipe Giaffone, Christian Fittipaldi e Mariana Becker (esta, nos autódromos), e reportagens de Júlia Guimarães na Europa, Guilherme Pereira na América do Norte e Marcelo Courrege na Ásia e Oceania.
Resultados e classificação
Sistema de pontuação
Os pontos são concedidos até o décimo colocado. Um ponto extra era concedido ao piloto que marcasse a volta mais rápida durante uma corrida até a temporada de 2024, contudo, a partir da temporada de 2025, o detentor da volta mais rápida não ganha mais esse ponto.
Grandes Prêmios
Campeonato de Pilotos
Negrito – Pole position
Itálico – Volta mais rápida
† – Classificado por ter completado mais de 90% da prova
²/³ – Resultado da qualificação de sprint
Campeonato de Construtores
Negrito – Pole position
Itálico – Volta mais rápida
† – Classificado por ter completado mais de 90% da prova
²/³ – Resultado da qualificação de sprint
Ver também
Campeonato de Fórmula 2 de 2026
Campeonato de Fórmula 3 de 2026
Campeonato da F1 Academy de 2026






