Adquiriu notoriedade por sua militância bolsonarista, com a defesa de ideias negacionistas e de resistência às medidas de prevenção durante a pandemia de COVID-19, discursos transfóbicos e discriminatórios, além das práticas de difamação e da propagação de notícias falsas, incluindo a produção de um vídeo de desinformação que enfraqueceu a fiscalização do Pix e favoreceu a atuação do crime organizado, de acordo com investigações. Também apoiou e incentivou as manifestações golpistas e os ataques às sedes dos Três Poderes em 2023, posições pelas quais é frequentemente apontado como integrante da extrema-direita brasileira.
No mandato parlamentar, é opositor à Reforma Tributária e ao fim da escala 6x1, e defendeu a PEC da Blindagem, cujo intuito seria ampliar a proteção de parlamentares contra investigações e processos criminais e cíveis, muito embora os defensores da medida tenham alegado que a proposta seria uma reação ao que chamam "de abuso de poder do Supremo Tribunal".
Apesar de defender a liberdade de expressão irrestrita, incitou a perseguição, a suspensão de vistos, a expulsão de estudantes e a demissão de trabalhadores por motivos políticos. Em abril de 2023, foi apontado como o deputado federal mais influente do Brasil nas redes sociais. Em maio de 2025, foi indicado pela pesquisa AtlasIntel como o político com a melhor avaliação positiva do Brasil.
Vida pessoal
Nikolas nasceu em 30 de maio de 1996 na favela da Cabana Pai Tomaz, na região oeste de Belo Horizonte, filho de Maria Ruth Ferreira de Oliveira e do pastor evangélico Edésio de Oliveira. Em janeiro de 2023, anunciou noivado com a modelo capixaba Lívia Bergamim Orletti, e convidou o ex-presidente Jair Bolsonaro para a cerimônia de casamento. Casaram-se em abril de 2023, no interior do Espírito Santo.
É bacharel em Direito, formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). É cristão evangélico da denominação Comunidade Graça e Paz, afirmando que sofreu na universidade ao tentar se afirmar como cristão conservador.
Em 4 de março de 2024, Nikolas e Lívia Orletti tiveram sua primeira filha, Aurora. A divulgação da gestação pelo casal ocorreu em julho de 2023. Em 9 de fevereiro de 2025, o casal anunciou que Lívia Orletti estava grávida de seu segundo filho. A segunda filha do casal, Serena, nasceu em 30 de setembro de 2025.
Atividade política
Nikolas Ferreira começou a sua atividade política desde pelo menos 2016, dedicando-se durante vários anos à militância a favor da família Bolsonaro nas redes sociais, em particular como Youtuber. Em 2016, acampou durante três dias manifestando-se pelo impeachment de Dilma Rousseff. Participou do canal conservador Terça Livre, tido por ele como "o melhor canal de notícias".
Em março de 2019, participou e foi preletor no primeiro encontro da União Nacional dos Estudantes Conservadores (Unecon), na sede do Instituto Conservador, em São Paulo, com a palestra intitulada “A supressão dos estudantes conservadores no ambiente acadêmico”, na qual relatou perseguições por parte de professores da esquerda quando cursava Direito na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Na mesma ocasião, afirmou militar contra o que chamou a "doutrinação" de agendas ligadas à comunidade LGBT.
Em setembro de 2024, contava com 11,8 milhões de seguidores na sua conta de Instagram, entre eles o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o Senador Flávio Bolsonaro e Jair Renan. Em 2020, conseguiu o apoio de Eduardo Bolsonaro nas eleições municipais de 2020, sendo então filiado ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).
Vereação de Belo Horizonte e fraude eleitoral
Em 15 de novembro de 2020, foi eleito vereador de Belo Horizonte nas eleições municipais de 2020, sendo o segundo parlamentar mais votado na história da capital mineira, com 29.388 votos, perdendo apenas para Duda Salabert. Após sua eleição, os partidos Rede Sustentabilidade (Rede), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e Partido Socialista Brasileiro (PSB) entraram com ações contra o Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), por alegadas irregularidades no ato eleitoral, visando à impugnação de Ferreira. O PSB acusou o PRTB de usar a tática da candidatura-fantasma, e de burlar a quota feminina durante o processo eleitoral, não cumprindo o percentual de 30% reservado a mulheres. O Tribunal Superior Eleitoral julgou procedentes as ações e determinou a cassação dos votos do PRTB nas eleições municipais de 2020 em Belo Horizonte, que elegeu Nikolas Ferreira. Em razão disso, Uner Augusto, suplente que assumiu a titularidade do cargo após Ferreira eleger-se deputado federal, perdeu o mandato de vereador em razão da fraude eleitoral.
Na véspera de Natal de 2020, publicou um vídeo segurando um fuzil Taurus T4556, sugerindo que naquele Natal se oferecessem fuzis como presente, e agradecendo a Bolsonaro essa possibilidade.
No início de fevereiro de 2021, foi nomeado vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Belo Horizonte, sendo aprovado por quatro dos cinco integrantes do colegiado.
No mesmo mês, com base no entendimento que levou à detenção do parlamentar Daniel Silveira, enviou notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo a prisão do ex-governador Ciro Gomes (PDT) e do deputado federal Marcelo Freixo, por proferirem afirmações que alegadamente atentariam "contra a vida e contra a instituição que é o governo federal.
Em março de 2021, afirmou priorizar o combate àquilo que designou de ideologia de gênero, pedindo sanções aos estabelecimentos de ensino que usarem linguagem neutra, embora sem especificar quais. Nesse contexto, apresentou um projeto de lei à Câmara de Vereadores visando a proibir o uso da linguagem neutra nas escolas de BH, que foi aprovado em abril de 2023, quando Nikolas já era deputado federal. Vereadores de oposição argumentaram que o projeto é inconstitucional, em razão de uma ação direta de inconstitucionalidade movida no STF contra uma lei semelhante, aprovada em Roraima.
Em julho de 2022, após insultar verbalmente a comunidade trans e expor uma adolescente transexual de 14 anos nas redes sociais, que reivindicava o direito de usar o banheiro feminino consoante sua identidade de gênero, passou a ser investigado pelo Ministério Público, acusado de LGBTfobia e violação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Em setembro de 2023, a partir dessa investigação, tornou-se réu por transfobia.
Candidatura a deputado federal
Nas eleições gerais de 2022, disputou o cargo de deputado federal, pelo Partido Liberal (PL), sendo apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, tendo sido o candidato mais votado do Brasil. Em pesquisa da Datatempo publicada pelo Jornal da Manhã em 30 de setembro, Ferreira foi o candidato mais citado na pesquisa espontânea, em que os inquiridos respondem sem acesso à lista com os nomes dos candidatos, obtendo 3,3% das citações. Nikolas Ferreira era também o segundo candidato mais popular na candidatura à Câmara por Minas Gerais no Índice de Popularidade Digital, criado em 2018, após André Janones, que ocupa o primeiro lugar.
Em finais de agosto, Ferreira detinha o perfil de Instagram com maior influência entre o público evangélico, no Instagram na partilha de conteúdos promovendo a reeleição de Bolsonaro, secundado pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Nos últimos dias da campanha eleitoral, participou num vídeo juntamente com outros influenciadores evangélicos, apelando ao jejum e à oração como arma na eleição de Jair Bolsonaro, apelando ao voto naquele candidato como forma de luta contra "o verdadeiro mal", Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em setembro de 2022, questionou o deputado federal André Janones (Avante), sobre a sua inscrição suspensa na Ordem dos Advogados do Brasil, tendo confrontado o deputado nos bastidores do debate presidencial da TV Band. Após o embate, Janones publicou no Twitter que "Tem um vereador pedófilo fazendo montagens com meu nome e questionando o porquê da minha OAB estar suspensa". O tweet foi interpretado por Ferreira como sendo dirigido a si, abrindo processo contra Janones. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) confirmou que foi aberta uma representação criminal/notícia de crime na Vara Criminal, da Infância e da Juventude e de Precatórias da Comarca de Ituiutaba. Após apreciação do processo, em 14 de setembro, o juiz André Luiz Riginel da Silva Oliveira declinou da competência, por considerar que se trata de crime eleitoral.
Em 1.º de outubro de 2022, um segurança de Ferreira sacou de um revólver após ser agredido no decurso de uma confusão durante uma carreata em Belo Horizonte, num confronto entre apoiantes de Bolsonaro e torcedores do Atlético Mineiro. Segundo Ferreira, o segurança é seu tio e policial militar (PM), tendo sido assistido após a agressão no Hospital da Polícia Militar na capital mineira. O agressor terá sido preso pela PM.
Em 2022, foi eleito em primeiro lugar para deputado federal, sendo o mais votado da história de Minas Gerais e do Brasil naquele pleito. Com mais de 1,47 milhão de votos, ele ficou atrás apenas de Eduardo Bolsonaro, que obteve 1,84 milhão de votos em 2018, e Enéas Carneiro, que conquistou mais de 1,57 milhão de votos em 2002.
Reeleição em 2026
Ao completar 30 anos em maio de 2026, idade mínima para concorrer a governador, Nikolas chegou a ser cotado para disputar o governo de Minas Gerais, e uma candidatura ao Senado também foi discutida no PL. A direção nacional do partido, porém, havia definido ainda em 2024 que ele tentaria a reeleição, para atuar como "puxador de votos" e ampliar a bancada da legenda na Câmara, da qual depende o tamanho do fundo eleitoral; em 2022, sua votação ajudara a eleger outros seis candidatos do PL pelo quociente eleitoral. O partido chegou a pressioná-lo a concorrer por São Paulo, o que ele recusou, e, durante a montagem da chapa em Minas, Nikolas manifestou incômodo com a filiação de parlamentares vindos de outras siglas, chegando a cogitar publicamente deixar a legenda. O PL mineiro projetava eleger de 18 a 20 dos 53 deputados federais do estado e esperava que Nikolas chegasse a 2 milhões de votos.
Em 4 de outubro de 2026, foi reeleito deputado federal por Minas Gerais. Com cerca de metade das urnas apuradas no estado, já havia superado sua própria votação de 2022; com 61,95% das seções totalizadas, somava 2 045 024 votos e ultrapassava a maior votação até então registrada para a Câmara dos Deputados, os 1 843 735 votos obtidos por Eduardo Bolsonaro em São Paulo em 2018. Às 19h30, com 80,51% das seções totalizadas, tinha 2 600 722 votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, e, com cerca de 87% das urnas apuradas, aproximadamente 2,79 milhões.
A marca de Eduardo Bolsonaro também foi superada, na mesma eleição, por Lucas Pavanato (PL-SP), que somava cerca de 2,7 milhões de votos com 88% das urnas apuradas em São Paulo. Os dois foram os primeiros candidatos a ultrapassar 2 milhões de votos em uma eleição para deputado federal.
Segundo O Fator, candidatos a deputado estadual apoiados por Nikolas, entre eles o vereador de Belo Horizonte Pablo Almeida, figuravam na lista parcial de eleitos do PL para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Pandemia de COVID-19
Nikolas Ferreira se opôs a muitas das medidas de proteção e contenção decretadas durante a pandemia de COVID-19. Em maio de 2020, em plena pandemia, publicou o vídeo "A hipocrisia do 'Fique em Casa'", gravado na Comunidade do Cabana, em Belo Horizonte, que viralizou entre os apoiadores de Jair Bolsonaro, contrários ao isolamento social como medida de prevenção da COVID-19. No vídeo, Ferreira contrastou depoimentos de moradores com vídeos de artistas produzidos durante o isolamento.
No início de dezembro de 2020, publicou um vídeo que viralizou nas redes sociais, afirmando ao apresentado pela comunidade científica, que a máscara não é eficaz contra a COVID-19.
Em 2021, Ferreira ganhou notoriedade nacional ao ser impedido de visitar o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, por não ter se vacinado contra a COVID-19.
Em janeiro de 2021, viu negada pela primeira instância do Poder Judiciário de Minas Gerais uma liminar solicitando a suspensão do decreto municipal que fechou temporariamente os serviços tidos como não essenciais em Belo Horizonte, como medida de proteção contra a propagação da COVID-19. Ferreira alegou que a medida atentava contra a moralidade administrativa devido aos potenciais prejuízos econômicos causados pelo encerramento do comércio, assim como o aumento do desemprego, argumentos não acatados pelo juiz Maurício Leitão Linhares, da 1.ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal da Comarca de Belo Horizonte, que avaliou o caso.
Em 8 de março de 2021, desrespeitou as regras para evitar o contágio por COVID-19, removendo a máscara e discursando sem proteção durante 15 minutos na sessão da Câmara Municipal de Belo Horizonte, saindo do púlpito após o discurso ainda sem máscara.
No mesmo mês, criticando proficuamente as medidas de lockdown então em vigor devido à pandemia de COVID-19, impostas pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD), publicou fotos do empresário Lucas Kalil na praia durante o lockdown, afirmando equivocadamente ser o filho do prefeito. Em resposta, o prefeito o apelidou de "criança mal-educada", questionando o respeito do vereador pelos mais velhos e acrescentando que "braveza de garoto, a gente responde com palmada".
Em agosto de 2026, voltou a espalhar desinformação em uma postura negacionista sobre as vacinas e a pandemia de COVID-19, com base em um depoimento de Anthony Fauci no Senado dos Estados Unidos.
Redes sociais
Nikolas Ferreira utiliza as redes sociais na militância política de pautas conservadoras desde pelo menos 2016, na época do impeachment de Dilma Rousseff. Além de youtuber, participa na rede Instagram, na qual contava com mais de 11 milhões de seguidores em outubro de 2024, entre eles o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e Jair Renan. Em abril de 2022, Ferreira era considerado um dos políticos conservadores mais influentes nas redes sociais no Brasil, encontrando-se fortemente empenhado na captura do eleitorado jovem para a reeleição de Jair Bolsonaro. Após declarações na tribuna, no dia Internacional da Mulher, em 2023, as redes sociais de Nikolas apresentaram aumento expressivo no número de seguidores, cerca de 20 mil seguidores em 24 horas no Instagram.
Em 28 de outubro de 2022, por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nikolas Ferreira divulgou em sua conta no Twitter um direito de resposta do então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após publicar um vídeo no dia 8 do mesmo mês com a legenda "Faz o L", em alusão ao slogan da candidatura do petista, onde fez diversas acusações. Na declaração, ele desmentiu seis acusações, entre elas, estão temas como a legalização das drogas, aborto, liberdade religiosa, organizações criminosas e censura. Após divulgar a retratação imposta pelo Tribunal, Ferreira publicou em seguida 100 fotos do presidente do TSE, Alexandre de Moraes, com uma orelha do personagem infantil Mickey Mouse, intencionando encobrir a declaração publicada anteriormente. A decisão que concedeu o pedido de resposta foi publicada em 25 de outubro, e exigia que ela permanecesse por pelo menos por oito dias em suas redes. Além disso, tinha que ser feita em até dois dias, sob pena de multa diária de 50 mil reais.
Em novembro de 2022, as contas de Nikolas no Twitter e no Instagram foram suspensas por uma decisão judicial, devido a publicações apontando informações e notícias sobre as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições de 2022. Houve determinação do Ministro Alexandre de Moraes para bloqueio do parlamentar no Telegram, ordem que foi desobedecida pela plataforma, a qual foi penalizada no valor de 1,2 milhão de reais. Posteriormente, o ministro Alexandre de Moraes determinou devolução do acesso às contas do deputado nas redes sociais. Entretanto, após os discursos no Dia Internacional da Mulher, Moraes consultou a Procuradoria-Geral da República sobre o pedido apresentado pela deputada Erika Hilton para a suspensão das redes sociais de Nikolas Ferreira.
Foi multado em 30 mil reais após ter divulgado desinformação contra a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência, em 2022, por Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nas redes sociais, Ferreira afirmara que o Partido dos Trabalhadores havia desviado 242 bilhões de reais dos recursos da saúde, e que esse valor teria prejudicado o combate à covid-19 no país. A defesa de Ferreira entrou com recurso ao Tribunal, que o indeferiu e manteve, em decisão colegiada, a multa de 30 mil reais. Em maio de 2023, Nikolas Ferreira, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro foram multados, pela divulgação de vídeo descontextualizado sobre Lula durante as eleições de 2022. Segundo a decisão do TSE, os acusados compartilharam informações falsas em suas redes sociais com o intuito de prejudicar a candidatura do ex-presidente Lula. O vídeo, produzido por Ferreira e partilhado pelos parlamentares, associou o slogan “Faz o L” com o incentivo ao uso de drogas por crianças e adolescentes, a associação desses comportamentos à criminalidade e a propostas de censura de redes sociais.
A despeito da intensa influência de Nikolas nas redes sociais, Ferreira foi alvo de críticas no meio virtual em razão de seus posicionamentos. Ferreira debochou da ativista Thais Carla, em razão dela ser gorda, o que foi criticado por fortalecer o estigma social de pessoas com obesidade. O youtuber Felipe Neto, em 2022, gravou um vídeo de 9 minutos em que chamou Ferreira de "chupetinha de genocida", apelido que foi apontado como homofóbico por deputados do PL, embora Felipe Neto tenha alegado que se referia à idade do deputado. Ferreira tornou-se conhecido, da parte de seus opositores, por esse apelido. Em uma sessão da Comissão de Constituição de Justiça, o deputado federal André Janones, interrompeu Nikolas, chamando-o de chupetinha, acompanhado de um coro de parlamentares que o chamavam de "Nikole", em alusão ao discurso de Nikolas no Dia Internacional da Mulher.
Em abril de 2023, uma pesquisa realizada pela consultoria Genial/Quaest, incidindo nas principais plataformas de visibilidade online, como Facebook, Instagram, Twitter e Youtube, Google e Wikipédia, apontou Nikolas Ferreira como o deputado federal mais influente do Brasil nas mídias sociais.
Em novembro de 2024, foi condenado na Justiça a indenizar Felipe Neto em 8 mil reais por violação de direito de imagem. O influenciador processou o político por utilizar sua imagem em vídeos promocionais nas redes sociais, sem autorização prévia.
Em julho de 2025, foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a indenizar a artista Cecília Ramos em 10 mil reais por danos morais após o parlamentar ter produzido e veiculado vídeos onde a acusava de ações criminosas e imorais, que a teriam tornado alvo de ataques e ameaças.
Desinformação sobre o Pix, enfraquecimento de fiscalização e deflagração de esquemas do PCC
Em janeiro de 2025, após publicar um vídeo criticando a nova norma de fiscalização da Receita Federal implementada pelo governo Lula, a qual iria monitorar transações via Pix e cartão de crédito realizadas por fintechs acima de 5 e 15 mil reais, para pessoas físicas e pessoas jurídicas, respectivamente, com intuito de reforçar o combate a operações ilícitas, Nikolas Ferreira alcançou o posto de terceiro vídeo mais assistido da história da internet em apenas 24 horas (excluindo trailers de séries e filmes) naquele momento. O vídeo acumulou um total de 156 milhões de visualizações no período de 24 horas, tornando-se, à época, o terceiro vídeo mais assistido da história do Instagram em 1 dia de lançamento; embora houvesse publicações falsas alegando que o vídeo era o mais visto da plataforma. Ele ficou atrás apenas de um vídeo de pegadinha de 1.º de abril do Discord, que alcançou pouco mais de 628 milhões de visualizações em 24 horas no YouTube, e de um vídeo promocional da Paramount Pictures para divulgar o filme O Chamado 3 que teve 200 milhões de visualizações no Facebook. Segundo o Aos Fatos, o vídeo viral ajudou a impulsionar a desinformação sobre a fiscalização que a Receita Federal iria fazer sobre o PIX, pois era um tópico tendência nas redes sociais. Após a repercussão do vídeo e a consequente desinformação a respeito do supervisionamento, o Governo Federal revogou o ato sobre a fiscalização.
A Receita Federal apontou que a revogação da fiscalização enfraqueceu o monitoramento de operações financeiras e favoreceu organizações criminosas, e Robinson Barreirinhas, secretário especial do órgão, declarou que a Receita Federal sofreu "o maior ataque da história": "Publicamos essa instrução em setembro do ano passado [2024], para valer a partir de janeiro. O que aconteceu em janeiro todos nós sabemos. A Receita Federal recebeu o maior ataque da história dela, de mentiras, de fake news, dizendo mentirosamente que aquela instrução normativa tratava de tributação de meios de pagamento".
Em agosto, a Polícia Federal (PF) deflagrou as operações Carbono Oculto, Quasar e Tank contra um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis e lavagem de dinheiro, revelando que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e empresas do mercado financeiro utilizavam fintechs e transações via PIX para movimentarem e ocultarem grandes quantias. Segundo a investigação, a ausência de fiscalização, potencializada pela desinformação que circulou nas redes sociais sobre a nova norma de fiscalização da Receita Federal que seria implementada no início do ano, mas revogada devido às notícias falsas, facilitou a atuação do grupo criminoso. Posteriormente, deputados pediram a investigação de Nikolas pelo vídeo em que criticava a nova fiscalização de movimentações financeiras via Pix."Essas fake news foram tão fortes, que[,] apesar de todo o esforço da Receita Federal, nós não conseguimos seguir essas mentiras, por conta da força de quem as impulsionava. [...] E as operações de hoje mostram quem ganhou com essas mentiras, com essas fake news". — Robinson Barreirinhas, secretário especial da Receita Federal.
Declarações discriminatórias contra LGBT e condenação
Uma das suas primeiras ações, após ser eleito vereador, foi chamar de "homem" a transexual Duda Salabert (PDT), vereadora mais votada nas eleições municipais de Belo Horizonte em 2020 e primeira vereadora trans da história do município. Salabert, por seu lado, afirmou não valorizar as posturas conservadoras de Nikolas Ferreira, telefonando-lhe após a eleição para o parabenizar pela vitória conseguida, com o objetivo de abrir uma janela de diálogo entre os dois. Segundo Salabert, Ferreira afirmou partilhar da mesma opinião, assentindo que as disputas devem ficar apenas no debate de opiniões e propostas. Mais recentemente, queixou-se de não poder ter porte de arma, já que responde a um inquérito policial por crime de injúria racial, devido ao fato ocorrido. Ferreira acusa a vereadora de ter intenção de vingança com a queixa-crime feita contra ele. Visto que não existe tipificação criminal para transfobia e homofobia no Brasil, o Supremo Tribunal Federal decidiu, em 2019, por incluir esses crimes na Lei de Racismo. Em abril de 2023, Nikolas foi condenado, em primeira e segunda instância, a pagar uma indenização de R$ 80 mil por danos morais contra Duda Salabert, tendo essa multa sido reduzida a 30 mil reais, em recurso no STF. Ferreira entrou com recurso, mas esse foi negado em agosto de 2024 e posteriormente em junho de 2025.
Em julho de 2022, publicou um vídeo, gravado pela irmã num banheiro escolar do Colégio Santa Maria, confrontando uma adolescente transexual que usava as instalações, questionando-a do porquê de estar ali. Em consequência da exposição causada por Ferreira à menor, foi feita uma representação na Coordenadoria de Combate ao Racismo e Todas as Outras Formas de Discriminação pelas vereadoras Bella Gonçalves e Iza Lourença do PSOL, e pela Aliança Nacional LGBTI, acusando Nikolas de transfobia e violação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Ministério Público de Minas Gerais instaurou inquérito contra Ferreira e, posteriormente, o denunciou por crime de racismo.
Em 8 de março de 2023, no Dia Internacional das Mulheres, em exercício do mandato de deputado federal, Nikolas fez um discurso à tribuna da Câmara dos Deputados com declarações transfóbicas e antifeministas. Além de satirizar as mulheres trans usando uma peruca loira e o nome de "Nikole", disse que "as mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres". Em resposta ao discurso de Nikolas Ferreira, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, escreveu uma reprimenda pública nas redes sociais, afirmando que o plenário não é espaço para discursos preconceituosos. A deputada federal Erika Hilton, travesti, apresentou um abaixo-assinado em favor da cassação do mandato de Nikolas, que colheu 150 mil assinaturas no período de 24 horas. Nikolas teve apoio de outros políticos da extrema-direita, como Eduardo Bolsonaro, que classificou sua atitude como excelente; bem como de Valdemar Costa Neto, presidente do partido de Nikolas, que o defendeu publicamente nas redes sociais. Luiz Mott, histórico ativista LGBT e fundador do Grupo Gay da Bahia, defendeu a sátira de Nikolas, afirmando que não houve qualquer crime de transfobia. As declarações geraram uma onda de críticas a Mott na internet. O posicionamento de Nikolas esteve associado ao crescimento de propostas de cunho transfóbico no Poder Legislativo, em âmbito federal, estadual e municipal.
Como reação judicial ao discurso na Câmara dos Deputados, três notícias-crime foram apresentadas por organizações da sociedade civil e por um grupo de deputados federais ao Supremo Tribunal Federal. A Aliança Nacional LGBTI+ e a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (ABRAFH) ingressaram com ação de danos morais coletivos contra Ferreira, reivindicando indenização no valor de 5 milhões de reais. Todavia, a Procuradoria-Geral da República posicionou-se contrariamente à instauração de inquérito contra Nikolas Ferreira, sob o argumento de que a atuação de Ferreira está respaldada pela imunidade parlamentar.
Em 11 de junho de 2023, data em que ocorreu a parada do orgulho LGBT de São Paulo, Nikolas Ferreira declarou, através das redes sociais, que homossexualidade é pecado: "Homossexualidade não é doença, é pecado. E para pecado não tem remédio, mas arrependimento. Arrependa-se". Além disso, criticou o ativismo LGBT e a presença de menores de idade nesses eventos. Atribuiu à Igreja o papel de proteger o país dos homossexuais: "No Brasil, a coisa ainda não tá tão ruim porque existe o fator chamado igreja, que é o último bloqueio para que isso não inunde o país".
Em 10 de outubro de 2023, Nikolas Ferreira participou do podcast “PleniCast”, onde afirmou que uma pessoa que tenha um relacionamento homossexual “se afaste da vontade de Deus” da mesma forma que a “bebida”, a “mentira”, a “gula” e a “fofoca”, e que os gays são “usados” pelo diabo. O episódio levou a uma queixa-crime à PGR por parte do deputado distrital Fábio Felix (PSOL).
Em junho de 2024, a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP) pediu que o bolsonarista Nikolas Ferreira (PL) seja obrigado a indenizá-la em 5 milhões de reais por declarações transfóbicas feitas durante sessão na Câmara, na semana passada. O pedido enviado à Procuradoria-Geral da República ainda cobra uma investigação contra o parlamentar. No documento encaminhado ao MPF, a parlamentar diz que as falas do colega, além de atacá-la diretamente, têm impacto amplo entre seus seguidores. “Sua declaração transfóbica não apenas perpetua o preconceito e a discriminação, mas também encoraja comportamentos hostis e agressivos por parte do público”, argumentou. Nikolas demonstrou surpresa com o valor solicitado para a indenização e argumentou que sua opinião, como deputado, é "inviolável" e não cabe condenação. Ele ainda declarou que "Essa turminha ama tentar ganhar dinheiro sem trabalhar."
Em 29 de abril de 2025, a Justiça do Distrito Federal condenou o deputado federal Nikolas Ferreira ao pagamento de 200 mil reais de indenização por fala sobre pessoas trans no plenário da Câmara dos Deputados, que ocorreu em 2023. Em março de 2026, a Justiça do Distrito Federal acatou o recurso da defesa de Nikolas. A defesa sustentou que as declarações respeitaram o direito à liberdade de expressão, e a Justiça anulou a condenação ao pagamento de 200 mil reais em indenização.
Em 19 de novembro de 2025, a Justiça de São Paulo condenou Nikolas Ferreira a pagar uma indenização de 40 mil reais por danos morais a uma mulher trans após chamá-la de "homem" em um vídeo republicado nas redes sociais em setembro de 2022.
Em 25 de março de 2026, a Justiça do Distrito Federal acatou recurso do deputado federal e anulou a condenação ao pagamento de 200 mil reais em indenização por declarações ofensivas do parlamentar sobre pessoas trans no plenário da Câmara dos Deputados, em 2023.
Atuação empresarial e uso político da fé na plataforma Destra
Nikolas é sócio da Destra Cursos, empresa fundada em 2020 e transformada, em 2022, em uma plataforma de cursos voltada a cristãos conservadores. Oferecendo planos de até R$ 685 e com mais de 60 mil assinantes declarados, a Destra empregou 745 mil reais na promoção de anúncios na Meta entre 2024 e 2025.
Os cursos combinam doutrinação religiosa e discurso político, apresentando a política como uma luta entre o bem e o mal, em defesa de valores cristãos e da extrema-direita. A plataforma atua como um mecanismo de radicalização cristã, focada em legitimar a agenda política da extrema-direita como uma missão sagrada. Apesar do faturamento estimado em mais de R$ 30 milhões, Nikolas omite sua atuação empresarial da ficha oficial na Câmara, na qual declara não exercer profissão, ao mesmo tempo em que utiliza seu alcance como parlamentar para promover o conteúdo da Destra.
Denúncia contra Nikolas Ferreira e aliados nas eleições de Belo Horizonte em 2024
Em 25 de julho de 2025, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) aceitou a denúncia do Ministério Público Eleitoral contra os deputados Nikolas Ferreira (PL), Bruno Engler (PL), Delegada Sheila (PL) e Coronel Cláudia (PL), tornando-os réus por suposta disseminação de informações falsas durante o segundo turno das eleições municipais de Belo Horizonte em 2024. Segundo o Ministério Público, os acusados teriam conduzido uma "campanha sistemática de desinformação" contra o então prefeito e candidato à reeleição Fuad Noman (PSD), que venceu o pleito, mas faleceu em março de 2025.
A decisão foi assinada pelo juiz Marcos Antônio da Silva, da 29ª Zona Eleitoral, que afirmou:"Verifica-se que a descrição dos fatos permite a compreensão sobre a imputação do evento tido como ilícito, possibilitando a ampla defesa dos acusados, tendo sido definidos, com precisão, os limites da acusação, sendo certo que ao final o órgão ministerial entendeu que as condutas dos acusados violaram a norma penal."Caso haja condenação por órgão colegiado, os envolvidos poderão ser declarados inelegíveis, conforme prevê a legislação eleitoral brasileira, além de estarem sujeitos à suspensão dos direitos políticos e ao pagamento de indenização por danos morais a uma instituição de caridade, conforme decisão judicial, já que a família de Fuad Noman optou por não receber o valor.
PEC da Blindagem
Em 16 de setembro de 2025, Nikolas votou a favor da PEC 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem. A proposta dificulta a abertura de processos criminais e prisões contra senadores e deputados, restringindo a prisão em flagrante de parlamentares.
Congressistas favoráveis à PEC afirmam que ela volta às regras ao texto da Constituição de 1988. Mas, na verdade, o texto acrescenta novas blindagens, como a votação secreta para prisão de parlamentares. No caso de prisão em flagrante por crime inafiançável, por exemplo, os autos serão enviados à Câmara ou ao Senado dentro de 24 horas para que, pelo voto secreto da maioria de seus membros, se autorize ou não a prisão do parlamentar.
Intervenção americana no Brasil
Após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, Nikolas publicou em suas redes sociais uma montagem feita com inteligência artificial em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece sendo detido por agentes norte-americanos, em analogia à prisão de Maduro por Washington. A imagem e outras postagens semelhantes levaram líderes do PSOL e do PT a acionarem a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o parlamentar, acusando-o de sugerir e até apoiar uma intervenção estrangeira no Brasil e de atentar contra a soberania nacional e o Estado Democrático de Direito, representações que apontam que a imunidade parlamentar não protege “sugerir sequestro do presidente ou invasão estrangeira”.
Caminhada pela Liberdade
Em 19 de janeiro de 2025, durante o recesso parlamentar, Nikolas Ferreira anunciou o início de uma caminhada de Paracatu (MG) até Brasília, com o objetivo declarado de lutar "pela liberdade e pela justiça". O ato foi organizado como forma de protesto contra as decisões do Supremo Tribunal Federal, principalmente as de Alexandre de Moraes, relativas às prisões decorrentes dos atos de 8 de janeiro e à detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.
O percurso de aproximadamente 240 km encerrou-se no dia 25 de janeiro na Praça do Cruzeiro, onde ocorreu uma manifestação com eleitores de direita em defesa da anistia aos condenados. Além de milhares de manifestantes, o evento contou com a participação de políticos e influenciadores, incluindo os deputados Gustavo Gayer e André Fernandes, e o ex-vereador Carlos Bolsonaro. Devido à mobilização, o Palácio do Planalto instalou grades de proteção no seu entorno por questões de segurança, Nikolas pediu aos seus apoiadores que não fizessem invasões e pediu para que resolvessem os problemas através de diálogos.
Ao final da caminhada em Brasília, os manifestantes chegaram à Praça do Cruzeiro sob forte tempestade. A queda de um raio nas proximidades do local deixou 89 feridos, dos quais 47 foram encaminhados ao Hospital de Base do Distrito Federal. Após o fim da manifestação, Nikolas foi ao hospital visitar os atingidos. A iniciativa obteve alto engajamento nas redes sociais, especialmente no Instagram, onde os vídeos publicados somaram mais de 200 milhões de visualizações.
Relação com Daniel Vorcaro
Em 3 de setembro de 2026, o ICL Notícias revelou que, em março de 2025, Nikolas Ferreira havia entrado em contato com Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master e preso na Operação Compliance Zero, para solicitar auxílio em uma questão relacionada a um ex-assessor. Segundo as mensagens divulgadas — e extraídas do celular do bancário —, Nikolas apresentou a Vorcaro o advogado Thiago Rodrigues de Faria e pediu que ele verificasse uma questão envolvendo um ativo minerário que havia passado pela área técnica de uma empresa ligada ao banco. Nas mensagens, Nikolas afirmou que Faria era seu amigo e explicou que o ativo permanecia pendente após a análise técnica. O deputado se ofereceu para encaminhar a Vorcaro o contato do advogado. Vorcaro respondeu à solicitação e recebeu os dados de Faria para tratar do assunto. Os registros divulgados, no entanto, não esclarecem se houve posteriormente alguma medida concreta relacionada ao pedido ou qual foi o desfecho da questão envolvendo o ativo.
Durante a conversa, Nikolas chama o banqueiro de "lindão" e também menciona uma publicação anterior na qual havia feito críticas a um evento realizado em Londres e patrocinado pelo Banco Master. O deputado afirmou que, à época, não tinha conhecimento de que Vorcaro era o responsável pelo banco, disse-lhe ter se arrependido das críticas e que queria "ter mais proximidade". Ainda mencionou ter conversado posteriormente com o pastor André Valadão sobre o episódio.Ei, Dani, tudo bom? Como você está? Como estão as coisas aí? Desculpa te incomodar num domingo aí, é jogo rápido, também não quero tomar muito seu tempo. É o seguinte: meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou daqui do seu nome. Eu falei: 'não conheço o Dani, não tenho a proximidade até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar ideia, mas eu o conheço'. [...] Ele falou: 'cara, tô com um ativo minerário lá, inclusive já passou pelo pessoal técnico dele. Tá pendente lá, tem algumas pessoas que sabem disso lá na empresa.' E eu falei: 'não, ué, eu posso dar um toque nele'. Então assim, não sei nem do que se trata. Mas é uma pessoa em quem eu confio totalmente. Tô passando aí pra você, se for do teu interesse, passar o contato dele aqui pra vocês tocarem isso, beleza? No mais, qualquer coisa tô aqui à disposição". — Nikolas Ferreira em áudio a Vorcaro.Em outra conversa, registrada em abril de 2024 entre Vorcaro e um empresário, o então proprietário do Banco Master afirmou ter custeado os voos utilizados por Nikolas. A informação se relaciona a um episódio divulgado anteriormente pela coluna de Malu Gaspar, segundo a qual o deputado utilizou um jatinho de Vorcaro durante a campanha eleitoral de 2022 em Minas Gerais.
De acordo com a publicação, a aeronave foi utilizada nos deslocamentos da caravana denominada "Juventude pelo Brasil", liderada por Nikolas e por um pastor ligado à Igreja Lagoinha. A iniciativa percorreu regiões de Minas Gerais nas quais Luiz Inácio Lula da Silva havia obtido maioria no primeiro turno das eleições de 2022, com o objetivo de ampliar o apoio eleitoral a Jair Bolsonaro na etapa final da disputa. Em junho de 2026, o deputado já havia ironizado sua relação com Vorcaro. Após a divulgação das mensagens, Nikolas confirmou a interação, mas negou ter se encontrado com Vorcaro ou recebido dinheiro.
Horas depois da revelação dos áudios e mensagens, o parlamentar, páginas e apoiadores no X (antigo Twitter) e em redes sociais compartilharam imagem de um relatório falsamente atribuído à Polícia Federal (PF). Nele, o suposto documento afirmaria que "as mensagens indicam contato de natureza pessoal e profissional entre os interlocutores, sem elementos que permitam, nesta etapa da investigação, concluir pela prática de crime" e que "não foram identificados indícios suficientes para sugerir a abertura de inquérito específico ou adoção de medidas investigativas em face do Deputado Nikolas Ferreira". A corporação negou a autoria do documento compartilhado nas redes.
As inconsistências nas datas e nas supostas mensagens trocadas por Nikolas e Vorcaro, segundo a imagem, acusaram sua falsificação. O Verifica, do Estadão, e Aos Fatos submeteram a imagem do relatório à ferramenta de análise da OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, para verificar sua procedência. De acordo com o resultado apresentado pela ferramenta, o arquivo teria sido produzido com recursos da OpenAI. A análise também identificou no material uma marca d’água associada ao SynthID, sistema utilizado para indicar conteúdos gerados sinteticamente.
Desempenho eleitoral
Recebeu o Prêmio Excelência Parlamentar nos anos de 2023, 2024, 2025 e 2026, promovido pela organização Ranking dos Políticos. Em agosto de 2025, venceu o prêmio Congresso em Foco nas categorias "Votação Popular", com 2,8 milhões de votos válidos — batendo o recorde de maior número de votos já recebido por um indicado na história da premiação —, e "Melhor Deputado Federal de Minas Gerais". Em 2026 ganhou novamente o prêmio de "Melhor Deputado Federal de Minas Gerais".
Ligações externas
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